14 de abr. de 2014

verdades atemporais

“I like too many things and get all confused and hung-up running from one falling star to another til I drop. This is the night, what it does to you. I have nothing to offer anybody except my own confusion.”

KEROUAC

16 de mar. de 2014

10\03\14

Mo
   vi
     men
          to
é equilíbio que se sustenta na vertigem.
não tenho muito a dizer, apenas que me movo e corro e canso e suspiro. Sento, paro, penso. Vamo.
! me conta alguma coisa, qualquer coisa. Sei que os músculos que sustentam meus sorrisos fermentam e ardem depois de alguns minutos ao seu lado, o que você acha disso?
Posso me deixar perder em palavras, mas melhor não.
Me confundo com tanta clareza e luz - tenho medo da borboleta que pousou em mim. Ela é imprevisível em seu padrão de voo e isso me faz sentir fora do controle que eu nunca tive.
a.d.m.i.n.i.s.t.r.a.ç.ã.o
Senta, para, levanta. Beija, toca, cheira, deixa.
Deixo.
Sim.




27\02\14

ramble until you find expression
crumble until you face posession
wonder your way to liberation.

vai na fé, nêgo.

17\02\14

Várias. Varia. Mas vaaaárias, altas fitas.
Mas me sinto bem, bem mesmo.. aprendendo a lidar com as coisas do jeito mais tátil possível.
Fico com medo mas é melhor não. me canso às vezes, preciso comer direito e me deixar dormir melhor. tenho pouca fome e a bloqueio com excessos. Nem sei se deveria ou não, mas parece que tá tudo bem né não? sorriso na cara, dentes cerrados e boca pro lado. sorriso nos olhos, no toque, nos ossos. várias fitas. Sigo sorrindo.
Acordo melancólico, mas sigo sorrindo para os obstáculos, até que eles baixem sua guarda.
Guardas! prendam já esse sorriso!
Corro de mim e me escondo, calado, quieto. Mas segue o sorriso.
Não sei o que faço.
Mas...
é um belo sorriso.

06\02\14

As in oriented, fresh off
newly found desease to peel your skin and rent your cells till time's off.
The visual, the inspiration of a nation going from state to station to any other location where and when the means find it's ethics to justify the ends.
those who drift are allowed hope in a chance taken from a dangling rope that snakes it's way around everybody's neck.
Around every single blood vessel.
this is compared, as weight over the shoulders, to the view of a full blue morning seen through a cage surrounded by bars, made of such cold steel that they turn my thoughts and my deviant fingers into a long-gone hibernation state that has spreaded into my soul.
i am moving more than i am not,
but racing through time has always been a less than operant part of my liquid experience. I AM OF THE SOLITUDE OF ICE, as far as that goes.

28\10\13

Faz tempo, eu sei, desculpa.
Tomando uma dose em plena segunda-feira a tarde. É agradável ficar sozinho, longe do mundo e perto da música. Ando desenhando mais, fumando também. Fiz 21 anos na semana passada e a pouca atenção que eu dei pra isso revela a veracidade na passagem do tempo.
Não ando escrevendo muito porque as coisas parecem meio iguais e sem importância real, mas ao mesmo tempo elas são.. boas. Gostaria de achar alguém mas ao mesmo tempo ando ficando bem sozinho. Só é foda no domingo de manhã, mas tudo bem. Tristeza, chuva, sol, verão -
Dor. Música, pés, mãos, drogas, sol. Sombra, toque, sexo, mente. Corpo, alma, luz, ritmo, tinta, assunto, pessoas - é difícil lidar com elas, mais do que lidar comigo, mas tudo bem. Esqueço de mim e vou em frente.
Sexo, Foda. Solidão, identificação.
Adolescência. Lembrança, tempo, trabalho, dinheiro, documento, governo, revolução, violência, efeito moral. Códigos, conduta, caras, bocas, olhares, falas, arrependimentos, velocidade, conexões, infinito, quarto, sala, caneta, ideia, existência. E música.
E rua. e arte. e vandalismo. Vândalo é o estado.
Homens, mulheres. Muitas mulheres, muitos homens e eu. Quase mulher. Negra. Simples. Excesso.
Tons, muitos. Sinfonias. Batidas. Rimas.
E a luz. e a vida. e a morte. e o medo.
A rotina, a luta, a arte, a inveja e a insegurança. Futuro próximo.
Instrumental, cigarro, cigarro, cigarro. Boca, fumaça, cinzeiro, ar.
Ventos de outono. Primavera. Antenas, calçadas, crianças, mendigos, drogas, álcool, comida.
Prisioneiros. Sistema.
Foda-se.
Sorriso. Verdade. Sala. Caneta.
Música.

10\10\13

Been feeling a little dark, slightly outkast,
In a strange place with memories from the past
Been feeling like a crowded room
Where someone is just about to faint.
Feeling like an empty room, where nothing or
no one adds sense to the equasion that
solves the unintended tensions between
me and


22\05\13

Sei lá, nem sei, mil coisas mas tamo aí e os pecados e domingo quem paga é segunda-feira.
Sinto a brisa, olho em volta, vejo o que o ambiente oferece.
Nêgo que chuta, grita, mas no final até que cresce
dentro de mim o sentimento, a vida, as preces
expressão que sairá dos olhos até que a maldade cesse
-
quero uma lua cheia, a benção dos astros
qualquer sinal que me afaste dos fracassos,
do medo de ser assim simples tão cheio de mim
livre pra voar mas acorrentado na espera de um sim - tentando falar pra mim, vai lá neguin, segue só no sapatin, dispensa logo os zé povin e vamo seguir até o fim.
depois de um dia longo, chega a hora de acordar...
--
nêgo, nêgo, nêgo... tu precisa escrever mais, falar menos, fazer mais, beber menos, fumar menos, comer mais, lembrar mais, amar mais, se abrir mais, ser você mais, por você em prática de verdade, fazer as paradas que tu se propõe - se propor mais coisas, ser mais feliz. Olha como uma ou duas coisas já melhoram o sentimento.
Vai lá, se compromete, nego. Deixa fluir o sentimento, do começo ao fim.
Ficar parado é fácil demais, chato demais.
Já que entende tudo tanto, por que não vai lá e faz?
tédio não é desculpa pra não se envolver,
tédio não existe, se mascara de prazer.
vicia o corpo, a mente e a alma
te acelera acorrentado e ainda pede calma...
nêgo
dentro de mim sou mil coisas, sou energia
sou todas as pessoas, sou todo o universo
inapropriadamente resumido em um ou dois versos
sou a inveja e o amor, sou a partícula cinco mil e trinta e um que esqueceu de se reagrupar durante o big boom
sou a que virou o som,
sou o ruído da existência de cada existência,
sou a existência da essência da paciência, sou a ciência
que o corre dentro da tua inconsciência
-
tudo isso sem você nem se ligar.

19 de jan. de 2013

Nota de esclarecimento



Enfim,
Milhares de sutilezas aconteceram nesse ano que passou, pequenas coisas que me fizeram aproximar de algo concreto por meio de abstrações e conexões mentais, e as coisas se tornaram mais palpáveis e reais. Mas ao mesmo tempo meu conceito de realidade mudou, muito, e eu me distanciei perigosamente das coisas que me levavam à momentos de conexão aurática ou qualquer merda do tipo. Dentro desse cenário, passei a ignorar as sutilezas que te fazem inteligível além da ideia específica que você tenta passar, e isso me prejudicou de muitas formas. Parece que perdi um pouco da minha capacidade de me conectar com as pessoas em um nível mais profundo, e no inicio eu tentei racionalizar essa dificuldade derivando sua existência à preguiça (não é tão difícil prever como uma mensagem será absorvida, interpretada e respondida, tornando as coisas meio previsíveis e entediantes.), mas é mais do que isso. Sinto que entendo perfeitamente todas as dinâmicas comunicacionais que me cercam, mas essa facilidade em entendê-las não se repete quando eu preciso comunicar. Sei milhões de palavras, em mais de uma língua, mas mesmo com todas essas possibilidades de combinações fonéticas raramente consigo me expressar além do jeito superficial que precisamos para meio-que-existir dentro dessa esquizofrenia que leva o nome de sociedade. O problema é ir além disso, além do bom-dia-como-vai e do eai-como-foi-seu-fim-de-semana. Não tenho uma conversa significativa a meses, e quando estou com meus amigos me sinto estranho e fora de lugar, e não consigo achar palavras ou expressões faciais que me façam inteligível pra quem me cerca, so i just drift off. Me distancio e fico entorpecido dentro da minha própria cabeça, que fica dividida entre acompanhar o mundo externo e fazer parte dele de alguma maneira, qualquer que seja. Os sinais se confundem e eu fico estranho, não respondo e só olho pro nada esperando que alguém venha falar comigo trazendo uma luz que desembarace toda essa rede de conexões bizarras – mas isso raramente acontece e chega uma hora que eu só quero ficar sozinho, e consigo. Ando me sentindo extremamente sozinho, de um jeito diferente do que me sentia na adolescência – não tenho o complexo de incompreendido; o problema é se fazer entender. Não me sinto muito confortável além da minha solidão nem um pouco poética (por sinal me parece que as coisas perderam terrivelmente sua função poética – mas isso é inteiramente minha culpa.), e isso transparece de um jeito estranho. A questão é que eu sinto falta de conversar com alguém, quer dizer, realmente conversar com alguém, daquele jeito impensado e espontâneo que causa epifanias a todo segundo, e te deixa feliz por poder compartilhar um momento no tempo e na existência. Parece que as coisas se tornaram complexas por serem tão simples, e as drogas foram delegadas a responsabilidade de criar essa conexão espaço-temporal entre duas ou mais mentes. Não gosto disso... nesse ambiente as coisas até podem parecer, mas não são reais. Quer dizer; podem ser, sim, e já foram mais de uma vez, mas ultimamente lhe foi atribuída essa função especifica e isso não me agrada.
Não sinto que tenho muito em comum comigo mesmo, então fica difícil ter algo em comum com outra pessoa – mas sempre foi assim e as relações verdadeiras se criam quando algo se encaixa dentro dessa massa estranha de incompreensões. Sei lá. Em algum lugar desses processos recentes minha capacidade de me comunicar acabou saindo de cena – talvez porque eu tenha parado de escrever e começado a viver em um mundo de conceitos sem nome, que dentro da minha cabeça fazem total sentido e transitam livremente, mas que para saírem dela precisam de alguma designação concreta.
Enfim,
Vou consertar isso.

ah, feliz ano novo!

x

14 de out. de 2012

what now?



Hm.
Costumava ser mais fácil escrever. Não sei por quê. Acho que tem alguma coisa a ver com eu ter meio que me acostumado com as coisas, ou só entendê-las de modo mais racional – o que nesse caso não é tão bom assim, quer dizer, não é bom porque me faz escrever menos, considerando que cuspir algumas palavras sempre me ajudou a ver o verdadeiro lado racional das coisas. É estranho, como eu tenho passado mais tempo sozinho, mesmo estando sempre com alguém ao meu lado – antes, quando acompanhado, eu e seja lá quem estivesse comigo, sempre estávamos em algum tipo de conexão, seja pelo momento compartilhado ou simplesmente por dividirmos aquele espaço no tempo por conta de uma escolha deliberada. Hoje estou sempre com alguém, mas em um nível muito mais superficial. Meu tempo de lazer se reduziu à metade e a compreensão dos fatores que levam a essa conclusão não me consola. Faz menos de um mês que comecei a trabalhar, e não me parece ser um mundo cheio de surpresas e aventuras. Sei lá. A real é que no fundo eu sinto que não tenho problemas em me adaptar à uma rotina desse tipo, o que é bom mas ao mesmo tempo me deriva a repulsiva ideia de me ver acomodado, recuado e com medo de sair da minha zona de conforto e segurança, nesse e em outros níveis. Por conta disso nasceu, ou melhor – cresceu e amadurece - uma tendência de revisitar os núcleos de origem dos meus valores mais fundamentais.  Na minha condição de homo-sentimentallis, tenho imenso orgulho da complexa simplicidade dos valores que vim a construir nesses recentes anos de crucial amadurecimento, processo que mais de uma vez me surpreendeu por compreender pequenas partes de mim em algo que me serve como mapa de ações e decisões - porém ao me ter como organizador leva sempre o benefício da dúvida. Enfim. Suturei meu futuro e agora quero esfolar o outro lado.
Completo 20 anos em menos de 1 hora e não tenho absolutamente nada a dizer sobre isso. Talvez seja isso que me incomode – a maneira como as coisas estão se tornando corriqueiras e os dias passam sem eu nem me dar conta, de banho em banho, como costumo dizer – durante esse ritual, executado todos os dias no mesmo local, da mesma maneira, à mesma luz, penso em como as coisas se tornam familiares. Numa tentativa orgulhosa de resgatar a singularidade de cada dia, rememoro tudo o que me fez chegar até ali, naquele momento, e confesso uma sensação ligeiramente desesperadora quando chego à mesma conclusão todos os dias – trabalho, almoço, faculdade, casa, banho, desespero, repeat.
No fundo a gente sempre acha que sabe, e talvez saiba mesmo. Se conseguíssemos ouvir o nosso primeiro instinto a respeito das decisões que tomamos, seríamos infinitamente mais felizes. Mas as coisas são interdependentes, e pra falar a verdade nem sei do que. Me sinto como se estivesse sendo voluntariamente sugado para dentro desse processo de industrialização de si mesmo, e isso me faz sentir um bosta em potencial.
Mas pra quem vê, até que eu superei as expectativas quanto a onde estaria aos 20 anos. Sou feliz, tenho tudo o que preciso, quase tudo o que quero e isso resulta em tédio. Talvez me falte ambição, talvez me falte capacidade em reconhecer minha situação privilegiada, talvez eu só seja imbecil. Sei que cansei de ter que procurar a beleza nas pequenas coisas, não tenho tempo pra viver de poesia.
Seja lá o que for... Deixa estar que tudo vaidapé.
Feliz aniversário,

Love
x

2 de ago. de 2012

resolvo

Algo me diz que eu mudei muito nos últimos tempos. Não posso afirmar porque não registrei como o fazia antes, antes de a retina se acostumar com a claridade da vida ou qualquer merda do tipo. Ou quem sabe eu só gosto de acreditar nisso. O estranho mesmo é se acostumar a não estar constantemente angustiado pelos sentimentos do mundo e minha relação com isso tudo. Claro que eles ainda ocupam um espaço considerável na minha cabeça, mas sua participação no meu processo de pensamento não é mais tão significativa. Meu processo de pensamento... Mudou bastante, ficou mais concreto, me perco menos nos meus labirintos de relações inesperadas e supostamente aleatórias – algo que escrever me ajudava a superar, o que talvez justifique a minha ausência nesse campo. – mas agora (ou quem sabe agora pouco) comecei a reescrever as minhas certezas, duvidar de tudo. Eu não sei muito bem onde eu tou, por mais que saiba perfeitamente. Sei lá. Sei me virar bem em tudo o que me rodeia, e até que aprendi a lidar com o que me pertence. Não tenho nada pra reclamar – não por não o ter mas por não o considerar importante o suficiente para ser uma reclamação. Quero uma coisinha ali, outra aqui. Mas tirado isso não quero nada demais, o que também não sei se é certo. Foda-se.

19 de jan. de 2012

holy fuck

things have changed.

31 de dez. de 2011

31/12/11

what you got to lose?

6 de dez. de 2011

lay around

Quero o que eu sei que nunca poderei possuir, vivo tentando me encontrar em alguma historia que já li ou me identificar em algum personagem que já imaginei ou descobri. Para me aproximar de mim tendo a me afastar da minha realidade, do meu plano.
... E perco-me tanto nessas idas e vindas, viagens constantes por universos que não são e ao mesmo tempo são tão meus.
Saudades dos meus universos que não sei acessar, apenas estar.
Mas esse tipo de saudade (talvez todo tipo) se baseia em uma impressão de algum momento especifico, porque lembrar o todo de uma vez não existe.
Saudade de alguém é foda, mas também faz tempo que não sinto.
Por isso que não acho tão difícil deixar algumas pessoas e suas histórias para trás: me canso delas, me canso de tanto me identificar nelas, sinto que já conheço e já exauri o melhor que pode me ser oferecido, o que não quer dizer que essas pessoas são ruins ou vazias, só que a parte a qual eu tenho direito já foi explorada de todos os lados. Não que eu me apresente diferentemente disso, claro que não.
Por isso apoio a troca constante, mesmo sem saber se isso não passa de um caminho para a solidão, e talvez seja, mas foda-se. Foda-se.
É foda porque eu não consigo me sentir livre, e sempre me prometi que seria livre independente do que o mundo pedisse de mim, mas quando esse mundo se expressa através das pessoas que você ama, é foda dizer não, é foda dizer foda-se. Não posso. E não poder já suprime a liberdade.
Consciente, sinto-me tragado pela prisão que presume a existência no meu contexto.
Odeio tanta coisa, e só as odeio porque amo seus opostos.
E também não ligo pra muitas coisas, mas sou apedrejado por não englobá-las ao meu campo de interesse. E não tou falando de celebridades nem merdas do tipo, só de pessoas e suas historias.
Como já disse, já carrego o peso de minha existência e não sou forte (ou talvez só seja preguiçoso) o suficiente pra levar outros mundos nas costas. Call me an asshole, i am one.
Hate me, please do. Cansei de supervalorizações, i’m a genuine fucking fake, mas por simples culpa do significado. É que eu simplesmente não existo como algo sólido.

20 de nov. de 2011

letzten Teil (ou instabilidade do processo mental)

I roll deep inside my constant changing mind
I seek and rearrange me only so I can find
The one I aim to be and what is real for me
So I can stay true, fly by, sit back and breathe

My head’s taken on the way for my choices
Which means now reason rules all of my voices
Took over actions, unstable mind process
Made me realize that life comes with losses

And now i float, flowing on a natural rhythm
Undependable, comprehensible, I’m spinning
Reasonable, unforgettable, so true
I’m lying on my back in the center of a room
Sucking up on will, feeding up on stress
Sometimes I just feel like I just couldn’t care less
And even though things lay around in a mess
I’m clearing up my throat and trying to relax.